Key points are not available for this paper at this time.
Propõe-se que a consciência fenomenal, a capacidade de estar ciente das próprias sensações e sentimentos, emerge da capacidade dos cérebros evoluídos de analisar seus próprios processos cognitivos, iterando e reaplicando sobre eles mesmos as mesmas operações corticais que utilizam para a interpretação de sinais do mundo exterior. A busca pelo substrato neuronal da consciência, portanto, converge com a busca pelos mecanismos cognitivos através dos quais os cérebros analisam seu ambiente. A hipótese é apresentada de que o cérebro dos mamíferos gera continuamente estados altamente dinâmicos que, quando modulados por sinais de entrada, rapidamente convergem para pontos de estabilidade transitória que correspondem à respectiva constelação de entrada. Propõe-se que esses estados são caracterizados pela associação dinâmica de células específicas a características em assembleias celulares funcionalmente coerentes, que como um todo representam a constelação de características que definem um objeto perceptual particular. Argumentos são apresentados para favorecer a noção de que as operações cognitivas que sustentam a consciência consistem em uma iteração de tais processos de associação dinâmica, que levam então à formação de assembleias de ordem superior que correspondem ao conteúdo da consciência. Dados experimentais são revisados em relação às questões de como as assembleias são formadas e quais assinaturas definem as relações entre as respostas de neurônios distribuídos. Argumenta-se que as assembleias se auto-organizam através de interações recíprocas de neurônios acoplados por laços reentrantes e que a assinatura de relação consiste na sincronização transitória das descargas dos respectivos neurônios. Evidências são apresentadas de que esses fenômenos de sincronização dependem das mesmas variáveis de estado que a consciência: ambos requerem, para sua manifestação, estados cerebrais ativados caracterizados por EEGs dessincronizados. Conclui-se que a consciência fenomenal é suscetível ao reducionismo neurobiológico; mas também se propõe que a autoconsciência requer uma abordagem explicativa diferente, pois emerge do diálogo entre diferentes cérebros e, portanto, possui a qualidade de um constructo cultural.
Wolf Singer (Sun,) estudou essa questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: