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OBJETIVO: Melhorar o sucesso da cultura de neurônios olfatórios a partir da mucosa nasal humana, investigando a distribuição intranasal do epitélio olfatório e desenvolvendo novas técnicas para cultivar epitélio olfatório humano in vitro. DESENHO: Noventa e sete espécimes de biópsia foram obtidos de 33 indivíduos, com idades entre 21 e 74 anos, coletados de 6 regiões da cavidade nasal. Cada espécime de biópsia foi biselado, e 1 peça foi processada para imunohistoquímica ou microscopia eletrônica, enquanto a outra peça foi dissecada ainda mais para cultura de explante. Quatro técnicas de cultura foram realizadas, incluindo explantes inteiros e fatias de biópsia explantadas. Cinco dias após o preparo, a diferenciação neuronal foi induzida por meio de um meio que continha fator de crescimento básico de fibroblastos. Após mais 5 dias, as culturas foram processadas para análise imuno-citoquímica. RESULTADOS: A probabilidade de encontrar epitélio olfatório em um espécime de biópsia variou de 30% a 76%, dependendo da sua localização. As regiões dorsoposteriores do septo nasal e o corneto superior apresentaram a maior probabilidade, mas, surpreendentemente, epitélio olfatório também foi encontrado anteriormente e ventralmente tanto no septo quanto nos cornetos. Um novo método de cultivo do epitélio olfatório foi desenvolvido. Esta técnica de cultura em fatias melhorou a taxa de sucesso para gerar neurônios olfatórios de 10% para 90%. CONCLUSÕES: Este estudo explica e supera a maior parte da variabilidade no sucesso em observar neurogênese em culturas de epitélio olfatório humano adulto. As técnicas apresentadas aqui fazem do epitélio olfatório humano um modelo útil para pesquisa clínica sobre certas disfunções olfatórias e um modelo para as causas de doenças neurodesenvolvimentais e neurodegenerativas.
Féron et al. (Sat,) estudaram esta questão.
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