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INTRODUÇÃO: Este estudo teve como objetivo explorar as experiências dos pacientes ao obter um aborto médico utilizando um serviço de telemedicina em casa operado pela Marie Stopes Australia. MÉTODOS: De julho a outubro de 2017, conduzimos entrevistas telefônicas semiestruturadas e aprofundadas com uma amostra de conveniência de pacientes de aborto médico da Marie Stopes Australia. Analisamos os dados das entrevistas para identificar temas relacionados às experiências dos pacientes antes da iniciação do serviço, durante uma visita de aborto médico via telemedicina em casa e após a conclusão do aborto médico. RESULTADOS: Entrevistamos 24 pacientes que obtiveram atendimento por meio do serviço de aborto médico por telemedicina em casa. Os pacientes escolheram a telemedicina em casa devido à conveniência, à capacidade de permanecer em casa e gerenciar responsabilidades pessoais, além do desejo de privacidade. Alguns pacientes de telemedicina relataram que a falta de conhecimento dos médicos de cuidados primários sobre os serviços de aborto dificultava seu acesso ao atendimento. A maioria dos pacientes de telemedicina sentiu que a telemedicina em casa oferecia privacidade igual ou superior ao atendimento presencial e quase todos se sentiram confortáveis durante a visita de telemedicina. A maioria estava satisfeita com a entrega domiciliar dos medicamentos para aborto e recomendaria o serviço. CONCLUSÃO: Os relatos dos pacientes sugerem que um modelo de telemedicina em casa para aborto médico é um modo de prestação de serviços conveniente e aceitável, que pode reduzir a viagem dos pacientes e os custos do próprio bolso. Educação adicional para os prestadores sobre este modelo pode ser necessária para melhorar a continuidade do atendimento ao paciente. Um estudo adicional sobre os impactos deste modelo nos pacientes é necessário para informar o atendimento ao paciente e determinar se tal modelo é apropriado para contextos geográficos e legais semelhantes.
Fix et al. (2020) estudaram essa questão.
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