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OBJETIVOS: Novas diretrizes sobre diabetes mellitus da American Geriatrics Society promovem a individualização das metas e planos de tratamento para pacientes com 65 anos ou mais. Comunicar-se com pacientes mais velhos sobre decisões médicas tão complexas apresenta novos desafios para os prestadores de serviços. As metas de saúde auto-relatadas, fatores que influenciam essas metas e práticas de autocuidado de pacientes mais velhos com diabetes mellitus foram explorados. DESENHO: Estudo exploratório envolvendo entrevistas semiestruturadas. LOCAL: Quatro clínicas de um centro médico acadêmico urbano do meio-oeste. PARTICIPANTES: Pacientes com 65 anos ou mais com diabetes mellitus tipo II (N=28). MEDIÇÕES: Entrevistas semiestruturadas individualizadas foram realizadas. As entrevistas foram gravadas em áudio, transcritas e avaliadas em busca de temas recorrentes utilizando uma abordagem de teoria fundamentada. RESULTADOS: A maioria dos pacientes expressou suas metas de saúde em uma linguagem social e funcional, em contraste com a linguagem biomédica de controle de fatores de risco e prevenção de complicações, mesmo quando especificamente questionados sobre metas para o cuidado do diabetes mellitus. As principais metas de saúde dos pacientes centraram-se na manutenção de sua independência e em suas atividades diárias (71%). Experiências médicas de amigos e familiares (50%), comparação social com pares (7%) e profissionais médicos (43%) moldaram as metas dos pacientes. A adesão auto-relatada à medicação e ao monitoramento de glicose foi alta, mas mais de um quarto dos pacientes não aderiu a nenhuma recomendação dietética, e um terço não seguiu seus regimes de exercício. CONCLUSÃO: À medida que as recomendações de cuidado do diabetes mellitus para pacientes mais velhos se tornam mais complexas, os prestadores de serviços podem aprimorar sua comunicação sobre tais decisões médicas explorando as circunstâncias específicas dos pacientes e reestruturando as metas de tratamento do diabetes mellitus na linguagem dos próprios pacientes. Estas podem ser etapas cruciais para desenvolver planos de cuidado individualizados bem-sucedidos.
Huang et al. (Quarta,) estudaram esta questão.
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