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O transtorno do espectro autista (TEA) é um grupo de distúrbios neurodesenvolvimentais complexos e multifatoriais caracterizados por um conjunto amplo e variável de sintomas neuropsiquiátricos, incluindo déficits na comunicação social, interesses restritos e comportamentos repetitivos. A hipótese imunológica é considerada um fator importante que contribui para a patogênese do autismo, além de explicar as diferenças nos fenótipos clínicos e comorbidades que influenciam o curso e a gravidade da doença. Evidências destacam uma ligação entre disfunção imune e traços comportamentais no autismo a partir de vários tipos de evidências encontradas tanto no líquido cefalorraquidiano quanto no sangue periférico, e sua utilidade para identificar subgrupos autistas com imunofenótipos específicos; sintomas comportamentais subjacentes também são demonstrados. Esta revisão resume os conhecimentos atuais sobre a disfunção imune no TEA, com particular referência ao impacto dos fatores imunológicos relacionados à influência materna no desenvolvimento do autismo; comorbidades que influenciam o curso e a gravidade da doença autista; e outros fatores de relevância particular, incluindo a obesidade. Por fim, descrevemos os principais elementos de semelhanças entre a imunopatologia que se sobrepõe a distúrbios neurodesenvolvimentais e neurodegenerativos, tomando como exemplos o autismo e a Doença de Parkinson, respectivamente.
Robinson‐Agramonte et al. (Sex,) estudaram essa questão.