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OBJETIVO: A estimulação cerebral profunda (DBS) talâmica é comumente utilizada para tratar o tremor essencial, mas a localização ideal do eletrodo dentro do tálamo não foi avaliada sistematicamente. Examinamos a relação da localização do eletrodo com o resultado clínico em uma série de pacientes com tremor essencial tratados por DBS talâmica. MÉTODOS: Cinquenta e sete eletrodos em 37 pacientes foram estudados. As localizações dos eletrodos foram medidas por ressonância magnética pós-operatória. O tremor no braço contralateral foi avaliado nos estados de DBS ligado e desligado utilizando a escala de avaliação de tremor de Fahn-Tolosa-Marin, com um acompanhamento médio de 26 meses. As localizações dos eletrodos foram estatisticamente correlacionadas, utilizando análise de variância, com a percentagem de melhora no tremor resultante da ativação da DBS. RESULTADOS: A melhora na pontuação do tremor foi significativamente correlacionada com a localização do eletrodo tanto nas dimensões ântero-posteriores quanto laterais. No plano das comissuras, a localização ideal do eletrodo foi determinada estatisticamente como sendo 6,3 mm anterior à comissura posterior e 12,3 mm lateral à linha média, ou 10,0 mm lateral ao terceiro ventrículo. CONCLUSÃO: A localização ideal do eletrodo para DBS talâmica em tremor essencial corresponde à margem anterior do núcleo ventralis intermedius. Eletrodos localizados a mais de 2 mm (no plano das comissuras) das coordenadas ideais têm maior probabilidade de estar associados a um controle ruim do tremor do que eletrodos dentro de 2 mm da localização ótima. A incidência de verdadeira tolerância fisiológica ao efeito antitremor da DBS talâmica (definida como controle ruim do tremor apesar da localização do eletrodo dentro de 2 mm do local ideal) foi encontrada em 9%.
Papavassiliou et al. (Sat,) estudaram essa questão.