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CONTEXTO: A doença de Fabry é um distúrbio metabólico sem tratamento específico, causado pela deficiência da enzima lisossomal alfa-galactosidase A (alfa-gal A). A maioria dos pacientes apresenta dor neuropática debilitante e mortalidade prematura devido à insuficiência renal, doenças cardiovasculares ou doenças cerebrovasculares. OBJETIVO: Avaliar a segurança e a eficácia do alfa-gal A intravenoso para a doença de Fabry. DESENHO E CONTEXTO: Estudo duplo-cego e controlado por placebo realizado de dezembro de 1998 a agosto de 1999 no Centro de Pesquisa Clínica dos Institutos Nacionais de Saúde. PACIENTES: Vinte e seis pacientes do sexo masculino hemizigóticos, com 18 anos ou mais, com doença de Fabry confirmada pelo ensaio de alfa-gal A. INTERVENÇÃO: Uma dosagem de 0,2 mg/kg de alfa-gal A, administrada intravenosamente a cada duas semanas (12 doses no total). MEDIDA DO RESULTADO PRINCIPAL: Efeito da terapia na dor neuropática sem medicamentos para dor neuropática, medido pela pergunta 3 do Inventário Breve de Dor (BPI). RESULTADOS: A pontuação média (EP) de severidade da dor neuropática do BPI diminuiu de 6,2 (0,46) para 4,3 (0,73) em pacientes tratados com alfa-gal A em comparação com nenhuma mudança significativa no grupo placebo (P =.02). A qualidade de vida relacionada à dor diminuiu de 3,2 (0,55) para 2,1 (0,56) para pacientes recebendo alfa-gal A em comparação a 4,8 (0,59) para 4,2 (0,74) para placebo (P =.05). Nos rins, os glomérulos com alargamento mesangial diminuíram em média 12,5% para pacientes recebendo alfa-gal em comparação a um aumento de 16,5% para placebo (P =.01). A depuração média de inulina diminuiu em 6,2 mL/min para pacientes recebendo alfa-gal A em comparação a 19,5 mL/min para placebo (P =.19). A depuração média de creatinina aumentou em 2,1 mL/min (0,4 mL/s) para pacientes recebendo alfa-gal A em comparação a uma diminuição de 16,1 mL/min (0,3 mL/s) para placebo (P =.02). Em pacientes tratados com alfa-gal A, houve uma redução de aproximadamente 50% nos níveis plasmáticos de glicosfingolipídios, uma melhoria significativa na condução cardíaca e um aumento significativo no peso corporal. CONCLUSÃO: Infusões intravenosas de alfa-gal A são seguras e têm ampla eficácia terapêutica na doença de Fabry.
Schiffmann et al. (Quarta) estudaram essa questão.
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