O trabalho apresenta uma análise comparativa das operações secretas na Croácia e na Ucrânia, com ênfase no aspecto paramilitar da ação. A investigação mostra que, em ambos os casos analisados, as operações secretas foram um fator indispensável na avaliação de cada fase do desenvolvimento do conflito e da guerra. Uma diferença significativa entre os casos analisados reside no elemento de sigilo que é especialmente pronunciado no contexto das relações entre formações paramilitares e instituições estatais. Esse tipo distinto de atuação foi condicionado pelo caráter e pelas circunstâncias diferentes do conflito e da guerra, bem como pelos interesses dos líderes políticos, enquanto a possibilidade de se chegar a conclusões mais concretas no caso da Croácia foi, em grande parte, possibilitada pelo processo que se seguiu à guerra. Enquanto no caso do Donbas não há evidências tão claras, ou seja, podemos chegar a conclusões apenas em nível de indicatividade, no caso da Croácia há muito mais evidências que apontam para uma relação sistemática e direta entre formações paramilitares e estruturas de poder, seja com os serviços de segurança do MUP da SR da Sérvia ou da JNA.
Ivan Burazin (qui,) estudou esta questão.