Key points are not available for this paper at this time.
Este trabalho se concentrou em como diferentes tipos de fase oleosa, MCT (triglicerídeos de cadeia média) e LCT (triglicerídeos de cadeia longa), exercem influência no processo de gelificação da cera de abelha e, assim, nas propriedades do organogel produzido. Organogéis foram produzidos em diferentes temperaturas e diagramas de fase qualitativos foram construídos para identificar e classificar o tipo de estrutura formada em várias composições. A microestrutura dos cristais do gelificante foi estudada por microscopia de luz polarizada. A fusão e a cristalização foram caracterizadas por calorimetria diferencial de varredura e reologia (medições de fluxo e oscilatórias de pequena amplitude) para entender o comportamento dos organogéis sob diferentes condições mecânicas e térmicas. A análise por espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) foi empregada para uma melhor compreensão das interações químicas entre óleo e gelificante. Os resultados mostraram que o aumento da concentração de cera de abelha levou a valores mais altos de módulos de armazenamento e de perda (G′, G″) e módulo complexo (G*) dos organogéis, o que está associado à forte rede formada entre a estrutura cristalina do gelificante e a fase oleosa. A cristalização ocorreu em duas etapas (bem evidenciada para concentrações mais altas de gelificante) durante a diminuição da temperatura. A análise térmica mostrou a ocorrência de histerese entre a fusão e a cristalização. A análise de espalhamento de raios-X a pequenos ângulos (SAXS) permitiu uma melhor compreensão em termos de como as conformações cristalinas estavam dispostas para cada tipo de organogel. O processo de estruturação suportado por óleos de triglicerídeos de cadeia média ou longa foi uma exploração importante para apreender o impacto de diferentes tamanhos de cadeia de carbono no processo de gelificação e nas propriedades dos géis.
Martins et al. (Sun,) estudaram essa questão.