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As mudanças climáticas podem ter um impacto complexo que também influencia a saúde humana e animal. Por exemplo, as mudanças climáticas alteram as condições para patógenos e vetores de doenças zoonóticas. Sinais disso são a crescente disseminação dos vírus do Nilo Ocidental e Usutu e o estabelecimento de novas espécies de vetores, como espécies específicas de mosquitos e carrapatos, na Europa e em outras partes do mundo. Com essas mudanças surgem novos desafios para a manutenção da saúde humana e animal. Este artigo relata uma análise da literatura focada em uma análise bibliométrica da base de dados Scopus e do software VOSviewer para criar mapas de visualização que identificam os riscos à saúde zoonótica para humanos e animais causados pelas mudanças climáticas. As fontes retidas para a análise totalizaram 428 e diferentes limiares (N) foram estabelecidos para cada item variando de N 5 a 10. As principais descobertas são as seguintes: Primeiro, documentos publicados aumentaram de 2009 a 2015, atingindo o pico em 2020. Segundo, as fontes primárias mudaram desde 2018, em parte atribuível ao aumento das preocupações com a saúde humana devido à transmissão de humano para humano. Terceiro, os EUA, o Reino Unido, o Canadá, a Austrália, a Itália e a Alemanha realizam a maior parte da pesquisa sobre zoonoses. Por exemplo, sessenta documentos e apenas 17 países analisados para análise de coautoria atenderam ao limiar, liderados pelos EUA; as quatro principais palavras-chave dos autores foram "mudanças climáticas", "zoonose", "epidemiologia" e "uma saúde"; os EUA, o Reino Unido, a Alemanha e a Espanha lideraram a força de ligação (inter-colaboração); as palavras-chave dos autores mostraram que 37 das 1023 palavras-chave atenderam ao limiar, e o maior nó das palavras-chave dos autores no mapa bibliométrico contém o seguinte: doenças infecciosas, doenças emergentes, ecologia das doenças, uma saúde, vigilância, transmissão e vida selvagem. Finalmente, as doenças zoonóticas, que estavam documentadas na literatura no passado, evoluíram, especialmente durante os anos de 2010 a 2015, como evidenciado pelo aumento acentuado de publicações abordando eventos ad-hoc e atingindo o pico em 2020 com o surto de COVID-19.
Filho et al. (Fri,) estudaram esta questão.
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