Curar arquivos como parte de nossa memória coletiva envolve um processo contínuo que compreende três atividades principais: (1) avaliação, através da colaboração com órgãos públicos para identificar registros elegíveis para preservação permanente; (2) divulgação das coleções arquivísticas por meio de inventários e outros instrumentos de pesquisa; e (3) apoio a diversos grupos de usuários na localização de informações relevantes. Cada uma dessas etapas apresenta desafios metodológicos e organizacionais específicos. A primeira parte da apresentação introduz esses princípios no contexto da arquivação física, focando nas práticas arquivísticas tradicionais e suas restrições práticas. A segunda parte aborda a arquivação digital, onde as mesmas funções principais são realizadas sob condições significativamente alteradas. Materiais nativos digitais, volumes de dados em rápida ascensão e estruturas legais e regulatórias em evolução colocam uma pressão substancial sobre os fluxos de trabalho estabelecidos. Enfrentar esses desafios exige procedimentos adaptativos para garantir a integridade, autenticidade, acessibilidade e usabilidade a longo prazo dos arquivos digitais.
Filip Strubbe (Ter,) estudou esta questão.