Este artigo explora o potencial de experiências artísticas para abordar a demência, um crescente desafio de saúde global sem cura farmacológica. O papel das abordagens baseadas em artes no cuidado da demência é revisado, com foco específico nas experiências de teatro aplicado. Com base no relatório da Organização Mundial da Saúde e nas sínteses de evidências recentes, destaca como o envolvimento artístico – por meio de estimulação multimodal envolvendo elementos estéticos, emocionais, cognitivos e sociais – apoia o bem-estar psicológico, a conexão social e a qualidade de vida para pessoas que vivem com demência e seus cuidadores. O artigo apresenta então metodologias de teatro aplicado, caracterizadas por oficinas participativas que enfatizam a subjetividade e diferentes linguagens (não cognitivas, mas principalmente corporais) que tornam esses métodos particularmente viáveis para o trabalho no campo da demência. Um estudo de caso italiano, “Teatro Fragile” da Compagnie Malviste, é apresentado como um projeto de teatro aplicado exemplar, Cafés da Alzheimer, que estão integrados ao sistema local de cuidado social e estão gerando melhorias mensuráveis no bem-estar tanto de pacientes quanto de cuidadores.
M. Reichlin (qui,) estudou essa questão.