O sistema auditivo apresenta uma hierarquia de processamento em múltiplos estágios, composta por numerosos núcleos do tronco encefálico entre o ouvido interno e o córtex. Esses estágios "intermediários" não apenas extraem características acústicas, mas também suportam a percepção moldada pelo contexto cognitivo e comportamental. Esta palestra apresenta vários estudos do autor e colegas, focando nesse processamento intermediário. Um tópico diz respeito a como a seletividade neural no tronco encefálico para características como modulação de amplitude e dicas interaurais pode emergir de demandas ecológicas. Utilizando redes neurais profundas treinadas em tarefas de reconhecimento de sons naturais, demonstramos que tais propriedades de ajuste podem surgir através da otimização relevante ao comportamento em ambientes naturalistas. Outro tópico trata da relação entre atenção auditiva e respostas fisiológicas relacionadas ao tronco encefálico. A atenção desempenha um papel vital na seleção de informações relevantes de ricos inputs sensoriais, permitindo um processamento eficiente com recursos cognitivos limitados. Através de medidas como movimentos oculares, diâmetro da pupila, emissões otoacústicas e EEG, investigamos como os estados atencionais são refletidos em níveis subcorticais. Descobertas de várias perspectivas, incluindo atenção voluntária e involuntária, modulação induzida por estímulos e variabilidade individual, destacam a interação entre atenção e atividade do tronco encefálico. Esses estudos, por meio de diversas abordagens metodológicas, ajudam a elucidar a significância funcional do processamento auditivo em nível intermediário na percepção e comportamento adaptativo.
Shigeto Furukawa (qua,) estudou essa questão.