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OBJETIVOS: Propusemo-nos a determinar se há uma diferença nos resultados perioperatórios entre cirurgia precoce e retardada em fraturas supracondilares do úmero em pediatria na ausência de comprometimento vascular por meio de uma revisão sistemática e meta-análise. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi realizada uma busca na literatura, com os resultados da busca selecionados para estudos que atendiam aos critérios de inclusão. Os grupos de cirurgia precoce (ES) e cirurgia retardada (DS) foram classificados pelos autores dos estudos. A principal medida de resultado foi a necessidade de redução aberta. A meta-análise foi realizada na presença de homogeneidade suficiente dos estudos. O risco de viés de cada estudo foi avaliado usando os critérios Risk of Bias in Non-Randomised Studies - of Interventions (ROBINS-I), com os critérios Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluations (GRADE) usados para avaliar resultados de forma independente. RESULTADOS: Um total de 12 estudos atendia aos critérios de inclusão (1735 fraturas). O tempo médio agrupado para cirurgia a partir da lesão foi de 10,7 horas para ES e 91,8 horas para DS. Na meta-análise, não houve diferença significativa entre ES e DS para o resultado da necessidade de redução aberta. Também não houve diferença significativa para os resultados: lesão nervosa iatrogênica, infecção no local do pino e reoperação. A qualidade da evidência para todos os resultados individuais foi baixa ou muito baixa. CONCLUSÕES: Não há evidência de que o atraso na cirurgia de fraturas supracondilares influencie negativamente os resultados na ausência de comprometimento vascular. Há, entretanto, limitações notáveis na literatura disponível existente.
Farrow et al. (Sex,) estudaram essa questão.