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FUNDAMENTOS: A iniciação precoce da terapia antirretroviral (TAR) em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) com tuberculose reduz a mortalidade entre os pacientes com contagens de CD4 baixas, mas aumenta o risco de síndrome inflamatória de reconstituição imune associada à tuberculose paradoxal (IRIS). MÉTODOS: Conduzimos este ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo para avaliar se a prednisona profilática pode reduzir com segurança a incidência da IRIS associada à tuberculose paradoxal em pacientes em alto risco para a síndrome. Inscrevemos pacientes infectados pelo HIV que estavam iniciando TAR (e que não haviam recebido TAR anteriormente), haviam iniciado o tratamento da tuberculose dentro de 30 dias antes do início da TAR e tinham uma contagem de CD4 de 100 células ou menos por microlitro. Os pacientes receberam prednisona (na dose de 40 mg por dia durante 14 dias, depois 20 mg por dia durante 14 dias) ou placebo. O desfecho primário foi o desenvolvimento de IRIS associada à tuberculose dentro de 12 semanas após o início da TAR, conforme adjudicado por um comitê independente. RESULTADOS: cópias por mililitro (intervalo interquartil, 5.2 a 5.9). Um total de 120 pacientes foram designados para cada grupo, e 18 pacientes foram perdidos para acompanhamento ou desistiram. A IRIS associada à tuberculose foi diagnosticada em 39 pacientes (32,5%) no grupo da prednisona e em 56 (46,7%) no grupo placebo (risco relativo, 0,70; intervalo de confiança de 95% CI, 0,51 a 0,96; P=0,03). Glucocorticoides em aberto foram prescritos para tratar a IRIS associada à tuberculose em 16 pacientes (13,3%) no grupo da prednisona e em 34 (28,3%) no grupo placebo (risco relativo, 0,47; 95% CI, 0,27 a 0,81). Foram registradas cinco mortes no grupo da prednisona e quatro no grupo placebo (P=1,00). Infecções graves (doenças definidoras de síndrome da imunodeficiência adquirida ou infecções bacterianas invasivas) ocorreram em 11 pacientes no grupo da prednisona e em 18 pacientes no grupo placebo (P=0,23). Um caso de sarcoma de Kaposi ocorreu no grupo placebo. CONCLUSÕES: O tratamento com prednisona durante as primeiras 4 semanas após o início da TAR para infecção por HIV resultou em uma menor incidência de IRIS associada à tuberculose do que o placebo, sem evidência de aumento do risco de infecções graves ou cânceres. (Financiado pela Parceria de Ensaios Clínicos dos Países Europeus e em Desenvolvimento e outros; número do ClinicalTrials.gov PredART, NCT01924286).
Meintjes et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.