OBJETIVOS: Examinar como idosos com condições de vida limitada se envolvem na construção de significado para enfrentamento e crescimento, e como as necessidades e atributos individuais moldam esses processos. MÉTODO: Foi realizada uma revisão integrativa nas disciplinas de saúde e psicossociais, incorporando literatura qualitativa, quantitativa, de métodos mistos e teórica. Cinquenta e oito registros revisados por pares foram analisados utilizando análise temática reflexiva. RESULTADOS: Quatro temas inter-relacionados foram identificados: (1) ajustar o significado global (por exemplo, crenças centrais e propósito) ajudou a amortecer o sofrimento ao alinhá-lo com o significado situacional. (2) Trajetórias de vida interrompidas comprimiram o tempo para a construção de significado; sofrimento, ruminação e rigidez cognitiva impediam a integração, enquanto comparação social e reminiscência apoiavam a adaptação. (3) A reminiscência, motivada pela consciência da finitude da vida, sustentou a continuidade da identidade e a resolução de conflitos psicológicos, embora arrependimentos não resolvidos pudessem evocar sofrimento existencial. (4) A construção de significado era temporalmente integradora, conectando experiências passadas, consciência presente e futuros antecipados; estratégias como reestruturação positiva, aceitação e construção de legado promoveram coerência e esperança. CONCLUSÃO: A construção de significado em idosos com condições de vida limitada é um processo dinâmico e temporalmente integrador moldado pela flexibilidade cognitiva e estratégias adaptativas. Existem lacunas significativas, incluindo pesquisa limitada sobre declínio cognitivo, inconsistência teórica e mecanismos de intervenção pouco compreendidos, que devem ser abordadas para apoiar a qualidade de vida, o significado na vida e a dignidade na terceira idade.
Edwards et al. (Quarta-feira,) estudaram esta questão.
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