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Este artigo considera as maneiras pelas quais os beneficiários de programas de microfinança em dois países asiáticos rotineiramente transgridem os protocolos e regulamentos dos programas, e falham em se conformar às subjetividades empreendedoras que os programas buscam promover. O objetivo é desenvolver uma estrutura interpretativa para essas práticas. Especificamente, adotamos a injunção de Abu-Lughod para 'usar a resistência como um diagnóstico de poder' a fim de explorar as racionalidades políticas e tecnologias governamentais da microfinança, bem como as ideologias culturais e condições materiais em locais particulares. Em seguida, consideramos a difícil questão da agência política, baseando-nos em teorias prevalecentes de resistência para desenvolver uma tipologia que distingue entre três tipos sobrepostos de práticas transgressivas. O objetivo final é explorar como essa estrutura interpretativa pode contribuir para imaginar modelos de desenvolvimento mais politicamente engajados e responsivos, além de criticar a fundação orientada ao mercado dos modelos existentes.
Shakya et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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