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As eleições gerais britânicas de 1997 resultaram na eleição de um recorde de 120 mulheres na Câmara dos Comuns, 101 delas do Partido Trabalhista. No entanto, se a característica mais marcante da nova leva de 1997 na Câmara dos Comuns foi o número de mulheres recém-eleitas, então a característica mais marcante das rebeliões dos deputados nesta legislatura foi a falta dessas mulheres entre as fileiras dos rebeldes. Elas foram menos de metade tão propensas a rebelar-se contra o comando do partido como o resto do Partido Trabalhista Parlamentar; mesmo aquelas que se rebelaram, o fizeram cerca de metade das vezes. As tentativas de explicar essa diferença se dividem em dois grupos amplos: (i) aquelas que tentam minimizar a diferença, alegando que resulta de outras características das mulheres, e (ii) aquelas que tentam explicá-la – de fato, celebrá-la – como evidência de um estilo diferente, feminino, de comportamento político. As tentativas do grupo (i) são em grande parte pouco convincente: a maioria das supostas explicações para a diferença não se sustenta na verificação empírica. Embora seja difícil de provar, a crença no grupo (ii) é dominante entre as novas deputadas.
Cowley et al. (Ter,) estudaram essa questão.