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Resumo A biointerface neural, permitindo a comunicação direta entre sistemas neurais e dispositivos externos, traz grandes promessas para aplicações em interfaces cérebro-máquina, próteses neurais e neuromodulação. No entanto, a eletrônica neural atual, feita de materiais rígidos convencionais, enfrenta desafios devido à incompatibilidade mecânica inerente com os tecidos neurais. A bioeletrônica de hidrogéis, com propriedades mecânicas compatíveis com os tecidos neurais, representa uma alternativa a essas limitações e possibilita a tecnologia de biointerface neural de próxima geração. Aqui, é apresentado uma visão geral da pesquisa de ponta sobre bioeletrônica de hidrogéis condutores (CHs) para o desenvolvimento de biointerfaces neurais, enfatizando princípios de design de materiais, técnicas de fabricação, requisitos essenciais e seus respectivos cenários de aplicação. Desafios futuros e direções potenciais em relação às tecnologias de biointerface neural baseadas em CHs, incluindo confiabilidade a longo prazo, bioeletrônica multimodal de hidrogéis para sistemas de circuito fechado e sistemas de fornecimento de energia sem fio, são levantados. Acredita-se que esta revisão servirá como um recurso valioso para o avanço e a implementação da tecnologia de biointerface neural de próxima geração.
Zhang et al. (Ter,) estudaram essa questão.