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Com o objetivo de revisar de forma crítica as pesquisas chave sobre populismo, extremismo e mídia, este artigo examina alguns aspectos definicionais do populismo como conceito, sua relação com 'o povo' e aponta direções futuras para a pesquisa na mídia mainstream – e social – o terreno onde tanto da política se desenrola. Uma individualização das culturas cívicas surgiu juntamente com o crescimento do populismo mediado pelo uso de novas tecnologias, com uma tendência à personalização no domínio público. Embora as novas potencialidades tecnológicas exemplificadas pela Web 2.0 possam ter contribuído para formas intensificadas de engajamento popular, elas foram menos bem-sucedidas em promover valores democráticos, como mostram os resultados das eleições do Parlamento Europeu de maio de 2014. Assim, a questão sobre o tipo de públicos que são 'possíveis e desejáveis nas circunstâncias atuais' (Nolan, 2008: 747) permanece válida, pois os públicos podem professar valores antidemocráticos enquanto ainda permanecem 'públicos'. O fato de que a ligação entre os novos meios de comunicação e o extremismo de direita tenha sido comparativamente explorada de maneira mais extensa do que a de uma tendência religiosa indica a necessidade de investir neste último, especialmente devido ao terrorismo islâmico nascido em casa sendo cada vez mais visto como uma ameaça ao multiculturalismo de várias sociedades europeias. Várias avenidas para pesquisa são apresentadas a esse respeito, com uma reflexão final sobre o desafio colocado pelos novos meios de comunicação ao conceito de populismo midiático, tanto em termos das lógicas de mercado da Internet quanto da especificidade de sua arquitetura.
Álvares et al. (Mon,) estudaram essa questão.