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O artigo aborda a representação da subjetividade feminina nas redes sociais, destacando como as imagens dessas mulheres têm um impacto significativo nas narrativas e discursos de gênero que povoam a esfera pública. O artigo analisa especificamente o padrão de feminilidade representado por influenciadoras femininas e o vínculo que são capazes de estabelecer com seus seguidores. Partindo da noção de sensibilidade pós-feminista, destaca como essas celebridades incorporam seus ideais em termos de autorrealização, independência e empoderamento. Por fim, são analisadas as figuras de duas das influenciadoras mais populares nas redes sociais na Itália, Chiara Ferragni e Benedetta Rossi, destacando sua capacidade de representar um modelo bem-sucedido de empreendedorismo digital feminino. A análise visa apontar como essas personas midiáticas proporcionam um modelo ambivalente de subjetividade feminina, pois, por um lado, enfatizam a capacidade das mulheres de se afirmar como indivíduos ambiciosos, profissionalmente autônomos e sujeitos livres de escolha (como a cultura pós-feminista prescreve), mas, por outro lado, exploram o impulso à autorrealização feminina para fins de marketing, transformando-o em uma ferramenta de auto-branding.
Geraldina Roberti (Quarta-feira) estudou essa questão.
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