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Em todas as culturas, os humanos se preocupam profundamente com a moralidade e criam instituições, como tribunais criminais, para impor normas sociais. Nesses contextos, juízes e jurados se envolvem em uma tomada de decisão social complexa para determinar a capacidade, a culpa e a responsabilidade de um réu. Investigações em neurociência cognitiva começaram a revelar as redes neurais distribuídas que interagem para implementar o julgamento moral e a tomada de decisão social, incluindo sistemas para aprendizado de recompensas, valorização, compreensão do estado mental e processamento de saliência. Esses processos são fundamentais para a moralidade, e seus mecanismos neurais subjacentes são influenciados por diferenças individuais em empatia, cuidado e sensibilidade à justiça. Este novo conhecimento tem implicações importantes em contextos legais para entender como os julgadores raciocinam. Além disso, trabalhos recentes demonstram como interrupções dentro da rede de tomada de decisão social facilitam comportamentos imorais, como no caso da psicopatia. Incorporar métodos neurocientíficos com psicologia e neurociência clínica tem o potencial de melhorar as previsões de reincidência, periculosidade futura e responsividade a formas particulares de reabilitação.
Yoder et al. (Qua,) estudaram essa questão.
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