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Neste ensaio, os escritos marxistas contemporâneos sobre a commodificação da natureza nas sociedades capitalistas são revisados sistematicamente. Pesquisas recentes sobre commodities na geografia humana, estudos culturais e campos relacionados têm sido em grande parte pós ou não-marxistas em seu tom e prestaram relativamente pouca atenção às dimensões ‘naturais’ das commodities. Em contraste, escritos marxistas recentes sobre as relações capitalismo-natureza tentaram destacar tanto a especificidade da commodificação capitalista quanto seus efeitos sobre ecologias e corpos. Não obstante esse fato, argumenta-se que as dimensões explicativas e normativas deste trabalho marxista estão, respectivamente, em risco de serem mal interpretadas e permanecem, em grande parte, implícitas. Do lado explicativo, confusão surge porque as palavras ‘commodificação’ e ‘natureza’ são usadas por diferentes marxistas para se referir a diferentes coisas que merecem ser desentrelaçadas. Do lado normativo, as críticas marxianas à commodificação da natureza raramente são explícitas e muitas vezes consideradas autoevidentes. O ensaio oferece uma tipologia dos processos de commodificação relacionados a naturezas específicas, com efeitos específicos aos quais uma variedade de críticas pode ser aplicada. Embora essencialmente exegético em vez de reconstrutivo, o ensaio tenta abrir caminho para uma compreensão mais precisa de como a commodificação da natureza nas sociedades capitalistas funciona e por que pode ser considerada problemático.
Noel Castree (Qui,) estudou esta questão.