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O trabalho sobre o "problema da dupla empatia" (DEP) está crescendo rapidamente em ambientes acadêmicos e aplicados (por exemplo, prática clínica). Ele é mais popular em pesquisas sobre condições, como o autismo, que são caracterizadas por dificuldades cognitivas sociais. Baseando-se nesta literatura, propomos que, embora a pesquisa sobre o DEP tenha o potencial de melhorar a compreensão de processos sociais tanto típicos quanto atípicos, ela representa um exemplo marcante de uma fraca cadeia de derivação na ciência psicológica. O DEP é mal conceitualizado, e constatamos que está sendo confundido com muitos outros construtos (ou seja, refletindo a falácia "jingle-jangle"). Fornecemos exemplos para mostrar como isso fundamenta problemas sérios na tradução de alegações teóricas em previsões e evidências empíricas. Para começar a enfrentar esses problemas, propomos que a pesquisa sobre o DEP precisa de reconsideração, particularmente por meio de uma melhor síntese com a literatura de neurociência cognitiva sobre interação social. No geral, argumentamos a favor do fortalecimento da cadeia de derivação referente ao DEP, rumo a uma pesquisa mais robusta sobre a cognição social (a)típica. Até lá, alertamos contra a tradução da pesquisa sobre DEP em ambientes aplicados. (Registro da PsycInfo Database (c) 2025 APA, todos os direitos reservados).
Livingston et al. (Mon,) estudaram esta questão.