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Resumo: Os duplos desafios da segurança alimentar azul e da acidificação dos oceanos (AO) se tornaram preocupações cada vez mais urgentes para a sustentabilidade global. Os alimentos azuis, que fornecem nutrientes chave, estão ameaçados pela AO, apresentando riscos à biodiversidade, à pesca e aos meios de subsistência das comunidades que dependem deles. A pressão da AO destaca a urgência de abordar a segurança alimentar azul sob a perspectiva da AO. Compreender o cenário de governança que molda as respostas é crucial, no entanto, a literatura existente tem considerado amplamente os regimes de AO e de segurança alimentar azul separadamente. Este artigo analisa se e como a governança internacional da AO e da segurança alimentar azul se cruzam ao mapear seus complexos de regimes. A questão central de pesquisa investiga como os regimes internacionais interagem na governança desse vínculo. A análise encontra que os dois complexos de regimes se sobrepõem em muitas áreas, incluindo pesca/recursos marinhos e mudança climática. Embora muitos atores e instrumentos mencionem ambos os tópicos, uma fragmentação significativa da governança persiste. Estudos de caso sobre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) revelam que nenhuma dessas instituições fornece um quadro abrangente para governar o vínculo da resiliência da AO e da segurança alimentar azul. A FAO carece de um mandato explícito para a governança da AO. Se mencionado, a AO é relegada a uma lista de estressores. A UNFCCC aborda a AO apenas indiretamente por meio de esforços de mitigação de CO 2, e seus instrumentos, embora façam referência à produção de alimentos, geralmente não a vinculam explicitamente à AO. Isso resulta em autoridade fragmentada, responsabilidade pouco clara e integração limitada entre os domínios políticos. Além disso, existe uma discrepância onde a segurança alimentar azul é reconhecida como um tópico de urgência legal e política, enquanto a AO frequentemente só ganha atenção científica. Concluímos que uma maior integração conjunta da AO e da segurança alimentar azul em quadros legais e políticos é necessária para aumentar a coerência e a coordenação entre esses regimes.
Frosch et al. (Terça-feira,) estudaram esta questão.