Key points are not available for this paper at this time.
INTRODUÇÃO: O diagnóstico de amiloidose requer confirmação histológica dos depósitos de Congo-red (CR). A fonte do tecido é preferencialmente a aspiração de gordura e/ou biópsia de medula óssea (BM), mas às vezes a biópsia de órgão é necessária. MÉTODOS: Estudamos 612 pacientes com amiloidose sistêmica por cadeia leve de imunoglobulina para caracterizar os tecidos usados para estabelecer o diagnóstico. RESULTADOS: O número médio de amostras de tecido foi 3. Cerca de 95% das biópsias de BM foram tingidas para CR, enquanto 79% dos pacientes apresentaram aspiração de gordura com coloração para CR. A sensibilidade da coloração de CR foi de 69% em BM, 75% em aspiração de gordura e 89% para ambas as fontes combinadas. Em comparação, a sensibilidade da CR foi de 97-100% para biópsias cardíacas, renais e hepáticas. Cerca de 42% dos pacientes com envolvimento renal, 21% dos pacientes com envolvimento hepático e 13% dos pacientes com envolvimento cardíaco se submeteram à biópsia de órgão, quando uma biópsia menos invasiva teria estabelecido o diagnóstico. Os preditores para a necessidade de biópsia de órgão foram sexo masculino, envolvimento limitado de órgãos e falta de aspiração de gordura. DISCUSSÃO: A aspiração de gordura é subutilizada para a confirmação histológica da amiloidose. Uma alta taxa de biópsias de órgãos representa uma falha em reconhecer a doença. A conscientização precoce da amiloidose em pacientes com disfunção do órgão pode levar a um uso mais criterioso de biópsias de órgãos nesta doença. Mensagens-chave A aspiração de gordura é subutilizada para estabelecer o diagnóstico de amiloidose. A biópsia de medula óssea e a aspiração de gordura eliminam a necessidade de biópsias invasivas. O uso excessivo da biópsia de órgão na amiloidose AL reflete a falha em reconhecer a doença precocemente em seu curso.
Muchtar et al. (Quar,) estudaram esta questão.