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Como os discursos organizacionais são concretizados pelas pessoas no trabalho? Neste artigo, em vez de tratar os sujeitos como algo distinto desses discursos, argumento que os dois estão inextricavelmente entrelaçados. O conceito de ‘ek-stasis’ nos ajuda a entender isso. Ekstasis invoca uma ideia do ‘eu’ que, através de processos de identificação, está sempre localizado fora de si mesmo, inserido em uma socialidade mais ampla. Exploro essa dinâmica através de um estudo aprofundado do poderoso discurso de ‘vida ética’ e sua concretização em uma organização do setor de desenvolvimento contemporâneo, EWH. Essa concretização ek-estática foi um tanto ambivalente: envolvendo reconhecimento mútuo entre colegas, mas também processos de exclusão e policiamento. Destaco como a atenção ao sentimento e à paixão foi importante para entender a relação entre o discurso no local de trabalho e os processos de identificação, nesse contexto. Este estudo mostra que uma visão dos eus no local de trabalho como ek-estáticos é útil para entender a concretização do discurso no trabalho, e que essa concretização pode ser tanto apaixonada quanto ambivalente.
Kate Kenny (Sex,) estudou essa questão.
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