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A União Europeia (UE) é amplamente vista como um novo tipo de ator na política internacional. Isso foi capturado de forma sucinta pelo termo de Ian Manners 'poder normativo da Europa'. Este artigo revisa a literatura sobre o conceito de poder normativo e relaciona-o à literatura anterior sobre poder civil. Argumenta que esses conceitos de poder devem ser vistos como parte do mesmo discurso; um discurso que não se limita à UE, mas inclui os casos de outras grandes potências, como os Estados Unidos (EUA). O exemplo dos EUA leva a uma problematização do 'poder normativo da Europa' que não se concentra na discrepância entre retórica e políticas concretas, ou nas inconsistências das políticas da UE, mas nos efeitos políticos da construção da UE como um poder normativo; ou seja, sobre o poder do discurso do 'poder normativo da Europa'. Com ilustrações tiradas da Parceria Euro-Mediterrânica, das relações Turquia-UE e das sanções contra a Áustria, argumento que esse discurso estabelece uma identidade particular para a UE ao transformar terceiros em 'outros' e representar a UE como uma força positiva na política mundial. O artigo conclui com um apelo por mais reflexividade na representação da UE como um poder normativo.
Thomas Diez (Quarta-feira) estudou essa questão.