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Resumo Há um amplo debate sociológico que documenta como a desatenção, a hiperatividade e comportamentos impulsivos, a partir de certo ponto, deixam de ser comportamentos perturbadores e tornam-se transtornos psiquiátricos infantis—denominados transtornos do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH)—que devem ser respondidos com tratamentos específicos, uma vez que esses comportamentos supostamente têm um impacto negativo ou persistente no funcionamento social e pessoal e na qualidade de vida. Olhando para as etapas desse debate, o artigo se concentrará no que, nos últimos anos, são as duas principais direções da expansão do domínio da medicalização: por um lado, discutindo como a categoria TDAH mudou ao passar de ser tipicamente um problema infantil para um transtorno que pode afetar adultos e, por outro, como tende a globalizar-se conquistando novos mercados fora dos Estados Unidos, Canadá e Austrália. O artigo conclui comentando como os processos de expansão vitalícia e difusão mundial estão universalizando a categoria médica, superando os limites disciplinares e geográficos nos quais o TDAH foi criado e desenvolvido.
Roberto Lusardi (Qui,) estudou esta questão.
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