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OBJETIVOS: Determinar os resultados no tratamento de fraturas distais da tíbia tratadas com pregos intramedulares. DESENHO: Análise retrospectiva. CONTEXTO: Centro de trauma de nível I com acompanhamento em uma clínica ortopédica privada. PRINCIPAIS MEDIDAS DE RESULTADO: Determinação radiográfica de alinhação, não união e má união, resultado clínico (amplitude de movimento e queixas associadas ao implante), complicações de feridas e fixação fibular. PACIENTES: Um total de 105 pacientes com fraturas tibiais tipo A e C da OTA/AO (<11 cm da linha da articulação) tratadas com nailing intramedular. RESULTADOS: A distância da fratura da linha da articulação foi em média 6,1 cm (intervalo, 0-11). O acompanhamento médio foi de 25,6 meses (intervalo, 12-74). A não união ocorreu em 20 (19%) fraturas e foi significativamente associada a fraturas abertas (P = 0,012), complicações de feridas (P < 0,001) e a necessidade de fixação fibular (P = 0,007). A alinhação no plano sagital teve uma média de 2,5 graus (±4,4) de valgo. A má união ocorreu em 25 (23,8%) fraturas e novamente foi significativamente associada a fraturas abertas (P = 0,045). Cinquenta (47,6%) pacientes tiveram dor relacionada ao implante, que foi resolvida em 27 (54,0%) após a remoção. CONCLUSÕES: O nailing intramedular de fraturas distais da tíbia é uma opção de tratamento adequada. Uma alinhação aceitável e amplitude de movimento podem ser alcançadas. Tanto as não uniões quanto as má uniões foram significativamente associadas a fraturas abertas, complicações de feridas e fixação fibular. A remoção do implante foi necessária em 25% dos casos. NÍVEL DE EVIDÊNCIA: Nível Terapêutico IV. Consulte as Instruções para Autores para uma descrição completa dos níveis de evidência.
Kruppa et al. (Ter,) estudaram esta questão.