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Em sociedades mediadas por algoritmos, a verificação de fatos evoluiu de uma correção jornalística para uma infraestrutura fundamental que molda como o conhecimento público e a confiança cívica são produzidos. Este estudo explora como as práticas de verificação estão cada vez mais incorporadas em sistemas sociotécnicos que borram as fronteiras entre a discrição humana e a tomada de decisão algorítmica. Situando a verificação de fatos na interseção da teoria da mídia e da comunicação política, a análise examina o papel epistemológico dos verificadores humanos, o surgimento de modelos híbridos de verificação humano-IA e a institucionalização global de redes de verificação de fatos. Atenção especial é dada às tensões éticas, culturais e processuais que surgem à medida que os sistemas de verificação são reconfigurados através da governança de plataformas, opacidade algorítmica e mudanças nas expectativas do público. Este estudo o conceitualiza como uma forma proativa e pluralista de epistemologia cívica—uma que deve reconciliar velocidade com transparência, automação com julgamento humano, e padrões globais com culturas de conhecimento locais. Metodologicamente, adota uma abordagem de construção de teoria fundamentada em síntese conceitual e análise em múltiplos níveis nos domínios micro, meso e macro.
Shin et al. (Ter,) estudaram essa questão.