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OBJETIVO: Olaparib (AZD2281), um inibidor de poli (ADP-ribose) polimerase ativo por via oral que induz letalidade sintética em células deficientes de BRCA1 ou BRCA2, mostrou eficácia clínica promissora em ensaios clínicos de fase II não randomizados em pacientes com câncer de ovário com deficiência de BRCA1 ou BRCA2. Avaliamos a eficácia e segurança comparativa de olaparib e doxorrubicina lipossomal peguilada (PLD) nessa população de pacientes. PACIENTES E MÉTODOS: Neste estudo multicêntrico, aberto, randomizado, de fase II, foram recrutados pacientes com câncer de ovário que recidivaram dentro de 12 meses após terapia com platina e com mutações germinativas confirmadas de BRCA1 ou BRCA2. Os pacientes foram atribuídos em uma proporção de 1:1:1 para olaparib 200 mg duas vezes por dia ou 400 mg duas vezes por dia de forma contínua ou PLD 50 mg/m² intravenosamente a cada 28 dias. O ponto final primário de eficácia foi a sobrevida livre de progressão (PFS) avaliada pelas Critérios de Avaliação de Resposta em Tumores Sólidos (RECIST). Os pontos finais secundários incluíram taxa de resposta objetiva (ORR) e segurança. RESULTADOS: Noventa e sete pacientes foram designados aleatoriamente. A mediana de PFS foi de 6,5 meses (IC 95%, 5,5 a 10,1 meses), 8,8 meses (IC 95%, 5,4 a 9,2 meses) e 7,1 meses (IC 95%, 3,7 a 10,7 meses) para os grupos de olaparib 200 mg, olaparib 400 mg e PLD, respectivamente. Não houve diferença estatisticamente significativa em PFS (razão de risco, 0,88; IC 95%, 0,51 a 1,56; P = .66) para as doses combinadas de olaparib versus PLD. As ORRs avaliadas pelo RECIST foram 25%, 31% e 18% para olaparib 200 mg, olaparib 400 mg e PLD, respectivamente; as diferenças não foram estatisticamente significativas. A tolerabilidade de ambos os tratamentos foi como esperado com base em ensaios anteriores. CONCLUSÃO: A eficácia de olaparib foi consistente com estudos anteriores. No entanto, a eficácia de PLD foi maior do que o esperado. Olaparib 400 mg duas vezes por dia é uma dose adequada para explorar em estudos futuros nessa população de pacientes.
Kaye et al. (2011) estudaram essa questão.
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