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ANTECEDENTES: A mamografia aumentou significativamente o número de mulheres diagnosticadas com carcinoma ductal in situ (DCIS) da mama. Novas classificações de DCIS foram recentemente propostas. Neste estudo, essas classificações foram aplicadas ao DCIS associado a tumores invasivos e correlacionadas com o prognóstico dos pacientes. MÉTODOS: Trezentos casos de carcinoma ductal infiltrante da mama, nos quais havia DCIS associado na mama circundante, foram estudados. O DCIS foi classificado como bem, moderadamente ou pouco diferenciado, de acordo com dois sistemas publicados recentemente que utilizam as características cito e nucleares das células malignas (classificação de Holland) e a citologia e a presença de necrose (classificação de Van Nuys). RESULTADOS: A diferenciação do DCIS foi significativamente correlacionada com o grau do carcinoma invasivo (P < 0,0001), o índice prognóstico de Nottingham (P < 0,0001) e os resultados clínicos dos pacientes (P < 0,0001). CONCLUSÕES: Esses achados indicam que um modelo no qual há aumento da displasia in situ antes do desenvolvimento da invasão estromal está incorreto para o carcinoma de mama. Em vez disso, na maioria dos casos, o DCIS bem diferenciado provavelmente dá origem a um carcinoma invasivo de mama de baixo grau com um melhor resultado clínico a longo prazo. Esses dados sugerem que muitas das importantes características biológicas e genéticas prognósticas do carcinoma de mama já estão estabelecidas nos clones neoplásicos de células malignas na fase pré-invasiva da doença.
Gupta et al. (Sat,) estudaram esta questão.