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Este artigo busca desvelar a economia política das aquisições de terras em grande escala na Rússia pós-soviética. A Rússia não se encaixa na categoria normal de países ‘investidores’, nem na categoria de países ‘alvo’. A Rússia possui grandes ‘reservas de terras’, uma vez que na década de 1990 muitas terras férteis foram abandonadas. Analisamos quão particular a Rússia é em relação ao argumento comum a favor das aquisições de terras, nomeadamente que a terra está disponível, não utilizada ou mesmo despovoada. Com o rápido crescimento econômico, o capital dos oligarcas russos em busca de novas fronteiras e o código de terras de 2002 que permitiu a venda de terras, a terra começou a atrair investimentos. A apropriação de terras se expande em um ritmo acelerado e, em alguns casos, resulta em desapossamento e pouca ou nenhuma compensação. Este artigo descreve diferentes estratégias de aquisição de terras e argumenta que a distribuição de direitos à terra baseada em ações durante a década de 1990 não ofereceu segurança de posse de terras aos habitantes rurais. Movimentos sociais rurais emergentes tentam formar poderes de contrabalanço, mas com sucesso limitado. Proprietários de terras ricos facilmente escapam da implementação de novas leis sobre o controle de terras subutilizadas, enquanto há o perigo de que eles possibilitem a evacuação coercitiva de habitantes rurais por meio de medidas legais. Nesse sentido, a Rússia parece ser um caso ‘normal’ no debate sobre apropriação de terras.
Виссер et al. (Mon,) estudaram esta questão.
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