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Delinquentes juvenis são jovens que quebram a lei. Normalmente, são do sexo masculino, de baixo status socioeconômico e com baixa escolaridade, além de estarem mais expostos a fatores de risco para danos cerebrais, especialmente o uso de drogas, e apresentarem uma maior prevalência de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Essas características sugerem um atraso no desenvolvimento do córtex pré-frontal do cérebro, que está relacionado a funções neuropsicológicas como linguagem, memória, atenção e funções executivas. Para avaliar a evidência de um atraso no desenvolvimento das funções pré-frontais, foi realizada uma busca por estudos que avaliaram funções neuropsicológicas em delinquentes juvenis internos, comparando-os a um grupo de controle, e encontraram-se apenas 14 artigos com essas características. A revisão mostrou que, apesar de questões metodológicas na seleção de tarefas e na composição de grupos de controle, há evidências de que delinquentes juvenis apresentam transtornos em funções neuropsicológicas, como compreensão de linguagem, memória de trabalho visuoespacial, atenção seletiva e sustentada, e componentes de funções executivas como inibição cognitiva, flexibilidade cognitiva e planejamento. Esses achados corroboram a hipótese de que existe um atraso no desenvolvimento das funções pré-frontais de delinquentes juvenis. Compreender os déficits que os delinquentes juvenis apresentam nas funções neuropsicológicas é crucial para o design de programas de prevenção e tratamento para a delinquência juvenil.
Borrani et al. (Fri,) estudaram essa questão.
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