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OBJETIVO: Até 26% dos pacientes com câncer de próstata patologicamente confinado ao órgão experimentarão progressão clínica após a prostatectomia radical. Tentamos identificar pacientes com maior risco de falha clínica futura, apesar de um resultado patológico favorável. MATERIAIS E MÉTODOS: O grupo de estudo incluiu 904 pacientes tratados com linfadenectomia pélvica bilateral e prostatectomia radical retropúbica para doença confindida à glândula prostática. Antígeno específico da próstata (PSA) sérico pré-operatório, estágio clínico, grau e estágio patológico, e ploidia de ácido desoxirribonucleico (DNA) foram avaliados por análise multivariada para determinar o valor relativo na previsão da falha do tratamento. Um sistema de pontuação prognóstica foi criado usando os coeficientes de regressão do modelo multivariado de Cox para classificar os pacientes conforme o risco de progressão. RESULTADOS: A concentração de PSA pré-operatória, estágio clínico, grau e ploidia de DNA foram preditores univariados significativos de progressão (p < 0.0001), enquanto o estágio patológico não foi (p = 0.2). A análise multivariada identificou grau patológico (p < 0.0001), concentração de PSA sérico pré-operatório (p = 0.0006) e ploidia de DNA (p = 0.0089) como preditores independentes de progressão. O sistema de pontuação prognóstica separou os pacientes em 5 grupos distintos. Pacientes com a pontuação mais baixa tiveram uma taxa de sobrevida livre de progressão de 92% em 5 anos, comparado a apenas 39% daqueles com as pontuações mais altas. CONCLUSÕES: Pacientes considerados de maior risco para progressão do câncer, apesar de terem doença confinada ao órgão, podem ser direcionados para terapia adjuvante e vigilância mais próxima, enquanto aqueles com baixo risco podem ser acompanhados com menos frequência.
Lerner et al. (Mon,) estudaram essa questão.