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As tentativas de estabelecer diálogo entre identidades conflituosas geralmente se concentram no entendimento mútuo e no comum, enquanto minimizam os elementos do conflito e ignoram o elemento da alteridade, que é especialmente importante para conflitos em que o outro é o oposto do eu. Este artigo sugere que um diálogo real requer que as partes primeiro reconheçam essa alteridade como a distância entre elas. Assim, a capacidade de não entender, em vez da capacidade de entender o outro, é postulada como crucial para o processo dialógico. O autor argumenta que somente quando as partes abandonam sua compreensão anterior o diálogo pode abordar o núcleo da oposição e do conflito, e mobilizar relações entre as partes dentro da estrutura dialógica. Exemplos são dados de tentativas de diálogo, uma por um grupo que representa as populações religiosas e seculares israelenses e outra por um grupo que representa judeus e árabes em Israel, com seus encontros descritos e analisados em termos das possibilidades de entendimento.
Zali Gurevitch (Mon,) estudou esta questão.
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