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Este artigo articula o conceito de “narrativas conspiratórias”—definidas como histórias que integram uma ampla gama de eventos e personagens arquetípicos do passado e do presente em uma única explicação teleológica para o suposto sofrimento de um determinado grupo social—e argumenta que essa construção linguística é um marcador chave da linguagem extremista. Usando três casos diferentes para ilustrar nossa contribuição teórica (propaganda nazista, rádio dos genocidas de Ruanda, mensagens do EI), mostramos que prestar atenção às narrativas conspiratórias nos leva a revisar significativamente relatos clássicos da linguagem de atores violentos, e proporciona uma melhor compreensão da relação entre essa linguagem e a própria violência—mais precisamente, por que a violência acontece, quanta violência é direcionada a quem, e quando ocorre.
Stéphane J. Baele (Mon,) estudou esta questão.
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