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OBJETIVO: Pacientes diabéticos com controle glicêmico inadequado devem ter seu manejo intensificado. A falha em fazê-lo pode ser chamada de "inércia clínica." Dados sugerem que o atendimento especializado resulta em melhor controle do que o atendimento primário, por isso avaliamos se os especialistas demonstravam menos inércia clínica do que os médicos de atenção primária. DESENHO E MÉTODOS DA PESQUISA: Usando dados administrativos, estudamos todos os pacientes diabéticos não insulinodependentes na região leste de Ontário com 65 anos ou mais que apresentaram resultados de A1c >8% entre setembro de 1999 e agosto de 2000. A intensificação do tratamento foi medida comparando esquemas de medicamentos hipoglicemiantes em blocos de 4 meses antes e depois do teste elevado de A1c e definida como 1) a adição de um novo medicamento oral, 2) um aumento de dose de um medicamento oral existente, ou 3) a iniciação de insulina. O pareamento baseado em escores de propensão foi utilizado para controlar confusões entre os grupos. RESULTADOS: Houve 591 pacientes com atendimento especializado e 1.911 com atendimento exclusivamente primário. Nas coortes pareadas, 45,1% dos pacientes com atendimento especializado em comparação com 37,4% com atendimento primário tiveram intensificação do tratamento (P = 0,009). A maior parte dessa diferença foi atribuída à iniciação mais frequente de insulina pelos especialistas em resposta ao aumento de A1c. CONCLUSÕES: Menos da metade dos pacientes com elevados níveis de A1c teve intensificação de seus medicamentos, independentemente da especialidade de seu médico. Especialistas foram mais agressivos com a iniciação de insulina do que os médicos de atenção primária, o que pode contribuir para os níveis mais baixos de A1c observados com o atendimento especializado. Intervenções que ajudem pacientes e médicos a reconhecer e superar a inércia clínica devem melhorar o atendimento ao diabetes na população.
Shah et al. (Terç,) estudaram essa questão.
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