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O comportamento de uma descarga de ponto a plano foi analisado elétrica e opticamente para lacunas centimétricas no ar à pressão atmosférica. Isso mostra que, para potenciais aplicados tanto contínuos quanto pulsados, a evolução consiste sempre na sequência: streamer primário, streamer secundário, espaço escuro (mais ou menos pronunciado), arco transitório. Experimentos são apresentados que visam obter uma indicação do significado físico dessas diferentes fases. Uma análise espectroscópica resolvida no tempo leva a uma avaliação da energia dos elétrons dentro do streamer secundário de ∼1.4 eV. Isso indica que o streamer secundário não corresponde a uma região ionizante muito forte. Três observações significativas foram obtidas usando um dispositivo que seja capaz de distinguir entre correntes de condução e de deslocamento: (i) o streamer secundário ocorre dentro de um fio condutor formado pelo streamer primário, (ii) quando o streamer primário chega ao plano, uma região catódica aparece dando continuidade entre a corrente coletada no plano e a que flui no fio condutor, e (iii) há uma forte inserção de carga negativa na lacuna a partir dessa região catódica. Finalmente, ao variar a pressão parcial de oxigênio, mostra-se que a corrente dentro da descarga é principalmente devido a elétrons. Esses resultados levam a um modelo de evolução da descarga em que a trilha do fio do streamer primário pode ser considerada como uma coluna positiva transitória de uma descarga luminosa, cuja região catódica se forma quando o streamer primário chega ao cátodo. O streamer secundário, assim, parece ser a luminosidade de uma coluna positiva.
E. Marode (Qui,) estudou esta questão.