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O Paradigma Binário Negro/Branco de raça tornou-se objeto de crescente interesse e escrutínio entre alguns pesquisadores não brancos. Este artigo utiliza as noções de paradigma e as propriedades dos paradigmas de Thomas Kuhn para explorar diversas obras de destaque sobre raça. As obras que o autor explora demonstram o paradigma Negro/Branco de raça e algumas de suas propriedades, entre elas a extensa elaboração paradigmática ao longo dos anos. Os paradigmas apresentam limitações, no entanto. Entre elas está a tendência de truncar a história em prol de relatar uma narrativa linear de progresso. O autor demonstra como um texto de direito constitucional trunca a história, ao omitir integralmente as lutas dos mexicano-americanos pela dessegregação e apresentar uma narrativa linear da luta dos negros por direitos civis. Omitir uma parte importante da história da narrativa dos direitos civis torna-se extraordinariamente prejudicial, uma vez que distorce a história e contribui para a marginalização de pessoas de cor não negras. Embora reconheça a centralidade da escravidão e do racismo branco contra os negros no cerne da história e da sociedade americanas, este artigo busca expandir nossa compreensão do racismo por meio do uso da história jurídica. O autor sustenta que a compreensão mútua e particularizada do racismo na forma como ele afeta todas as pessoas de cor tem o potencial de aprimorar nossa capacidade de compreender uns aos outros e de nos unirmos para combater o mal comum do racismo.
Juan F. Perea (Wed,) estudou esta questão.