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Para examinar a relação entre o grau de redução da pressão arterial (PA) induzida pelo tratamento e infarto do miocárdio, foi revisada a experiência de 1765 hipertensos leves a moderados previamente não tratados (PA inicial maior ou igual a 160 e/ou maior ou igual a 95 mm Hg) em um programa de tratamento sistemático. Em uma média de 4,2 anos, ocorreram 39 infartos do miocárdio mórbidos ou fatais. Foram definidos três tipos de queda na PA diastólica (final menos pré-tratamento): pequena (menor ou igual a 6 mm Hg), moderada (7 a 17 mm Hg) e grande (maior ou igual a 18 mm Hg). Pela regressão de Cox, foi observada uma associação entre infartos do miocárdio e tanto uma queda grande quanto uma pequena, em relação a uma queda moderada. Idade e sexo foram fatores de risco independentes. Índice de massa corporal, nível de colesterol, eletrocardiograma, raça, doenças cardiovasculares anteriores, status de tabagismo, PA inicial e final da reavaliação, PA total durante o tratamento e PA sistólica não foram. Como tanto uma redução grande quanto pequena na PA diastólica foram associadas a uma maior incidência de infarto do miocárdio (em relação a uma queda moderada), talvez uma redução moderada na PA diastólica deva ser o objetivo do tratamento para hipertensos leves e moderados.
Michael H. Alderman (Sex,) estudou essa questão.