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O software costuma ser estudado em termos das mudanças provocadas por suas operações no mundo material. No entanto, para entender seu impacto social e cultural, é necessário examinar também as diferentes narrativas que circulam sobre ele. A opacidade do software, de fato, o torna propenso a ser traduzido em uma pluralidade de narrativas que ajudam as pessoas a compreender seu funcionamento e presença. A partir do caso de ELIZA, de Joseph Weizenbaum, amplamente considerada o primeiro chatbot já criado, este artigo propõe um marco teórico baseado no conceito de 'biografias dos meios' para iluminar as dinâmicas e implicações da vida discursiva do software. O caso de ELIZA é particularmente relevante nesse aspecto porque se tornou o centro de narrativas concorrentes, cujas trajetórias transcenderam o funcionamento real deste programa e moldaram controvérsias-chave sobre as implicações da computação e da inteligência artificial.
Simone Natale (Mon,) estudou essa questão.
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