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MOTIVAÇÃO: Estudos anteriores sugeriram que pacientes bipolares são supersensíveis à supressão da melatonina pela luz e que isso pode ser um marcador de traço para vulnerabilidade genética. O presente estudo foi uma tentativa de replicar e ampliar essa observação. Os efeitos do cloridrato de propranolol foram comparados com os efeitos da luz devido à influência documentada dos receptores beta-adrenérgicos na produção de melatonina. Os níveis noturnos de corticotropina e cortisol também foram examinados como potenciais marcadores de vulnerabilidade de traço. MÉTODOS: Os níveis de melatonina em pacientes bipolares eutímicos (n= 29) foram testados antes e depois que uma luz de 500 lux foi administrada entre 2 e 4 da manhã e em uma noite separada no escuro. Os resultados foram comparados com os de um grupo de pacientes com depressão unipolar (n= 24) e com os de um grupo de sujeitos controle não psiquiátricos (n= 50). Os efeitos do lítio e os efeitos do propranolol foram testados em subgrupos. RESULTADOS: Nenhuma diferença entre os grupos foi observada na supressão pela luz entre pacientes bipolares, pacientes unipolares e controles; uma análise do grupo total não revelou diferenças no efeito do propranolol, diferenças nos níveis de corticotropina ou cortisol, ou evidências de um efeito do lítio. No entanto, pacientes com transtorno afetivo bipolar I mostraram o seguinte: (1) níveis de melatonina significativamente mais baixos na noite de luz, na linha de base e após a exposição à luz; e (2) um pico de melatonina em um horário mais tarde na noite escura. CONCLUSÕES: A hipótese geral de aumento da sensibilidade à luz em pacientes bipolares não foi corroborada. No entanto, anormalidades na secreção de melatonina foram confirmadas no subgrupo com transtorno bipolar I. Avaliações adicionais da interrupção do ritmo circadiano como um marcador de vulnerabilidade na doença bipolar são indicadas.
John I. Nürnberger (Qui,) estudou essa questão.