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Muitas pesquisas recentes em ciências cognitivas e do cérebro relacionam o processamento da fala aos sistemas auditivo e articulatório. Apesar desses fatos, aqui, argumento que a fonologia é abstrata, algébrica e sem substância. Primeiro, revisito os desafios a essa hipótese e explico por que ela permanece uma possibilidade viável. Em seguida, sugiro que uma fonologia algébrica e sem substância confere benefícios adaptativos; e, finalmente, apoio essa proposta com evidências de três estudos de caso. Usando as restrições na estrutura de início (por exemplo, bnif>bdif>lbif), mostro que as restrições fonológicas na estrutura da sílaba são inexplicáveis por pressões auditivas e articulatórias; portanto, são abstratas. Um segundo caso, das restrições de identidade, sugere que as restrições fonológicas são algébricas, já que os falantes generalizam-nas para características que não estão atestadas em sua língua; esse é o caso tanto do hebraico quanto da Língua de Sinais Americana (ASL). Finalmente, mostro que falantes ingênuos em relação à língua de sinais—tanto adultos quanto bebês—expandem livremente seu conhecimento da fonologia da língua falada para os sinais da ASL, sugerindo que o conhecimento fonológico é parcialmente amodal. Concluo que a gramática fonológica é sem substância.
Iris Berent (Sex,) estudou esta questão.