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Este artigo utiliza o conceito de ‘polaridade’ das relações internacionais (RI) como uma lente para observar a dinâmica de mudança das grandes potências em inteligência artificial (IA) e tecnologias habilitadoras relacionadas. O artigo descreve como e por que a competição entre grandes potências está aumentando em vários campos tecnológicos inter-relacionados de uso duplo; por que essas inovações são consideradas por Washington como estrategicamente vitais e como (e com qual finalidade) os Estados Unidos estão respondendo ao desafio percebido apresentado pela China à sua hegemonia tecnológica. As seguintes questões abordadas neste artigo preenchem uma lacuna na literatura existente: A relação cada vez mais competitiva entre EUA e China dominará a política mundial, criando uma nova ordem mundial bipolar, em vez de multipolar? Por que os EUA veem o progresso da China em IA de uso duplo como uma ameaça à sua vantagem de primeiro a se mover? Como os EUA poderiam responder a essa ameaça percebida?
James Johnson (Mon,) estudou esta questão.