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Descrevemos um método para recuperar o espectro de potência tridimensional do agrupamento de galáxias a partir de medições da função de correlação angular w (θ). Aplicamos a técnica a w (θ) medida do APM Galaxy Survey na faixa de magnitude |17 b₉ 20|, utilizando modelos para a distribuição de redshift das galáxias APM que reproduzem as distribuições medidas em levantamentos de redshift fracos. O espectro de potência APM é uma lei de potência em altos números de onda, com inclinação |P (k) k^-1. 25|, conforme esperado a partir da inclinação da função de correlação angular. O espectro de potência se eleva acima da lei de potência em números de onda |0. 08 h\, Mpc^-1 k 0. 2 h\, Mpc^-1|. Erros sistemáticos e aleatórios dominam as estimativas do espectro de potência em números de onda menores que 0. 05 h Mpc –1. Nossos resultados são compatíveis com os espectros de potência medidos a partir de levantamentos de redshift de galáxias, mas são mais precisos. Nossas estimativas de P (k) para o levantamento APM são incompatíveis com o espectro de potência do modelo padrão Ω = 1 de matéria escura fria (CDM), mas podem se ajustar a modelos CDM modificados na região |k 0. 1 h\, Mpc^-1| (ex. modelos CDM de baixa densidade, ou modelos de matéria escura mista). Resta saber se esses modelos podem explicar o espectro de potência APM em números de onda mais altos, onde as flutuações de massa são não lineares.
Baugh et al. (Mon,) estudaram essa questão.