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FUNDAMENTO: Ensaios clínicos recentes documentaram atividade para combinações de agentes quimioterápicos que visam o aparato microtubular em pacientes com câncer de próstata refratário a hormônios. Taxol possui um mecanismo antimicrotubular novel, atuando ao estabilizar a tubulina polimerizada. MÉTODOS: Vinte e três pacientes com câncer de próstata refratário a hormônios e doença bidimensionalmente mensurável foram tratados com Taxol por infusão contínua de 24 horas a 135-170 mg/M2 a cada 21 dias por um máximo de 6 ciclos. RESULTADOS: Oitenta e cinco ciclos de Taxol foram administrados a 23 pacientes. Um paciente (4,3%) apresentou uma resposta parcial que durou 9 meses, e quatro outros pacientes com doença estável radiograficamente tiveram reduções menores no antígeno específico da próstata (PSA) de 16-24%. Onze pacientes (47,8%) tiveram doença estável, e a progressão da doença desenvolveu-se em 9 pacientes (39,1%) durante a terapia. A sobrevida média foi de 9 meses. A leucopenia foi a toxicidade limitante de dose, com 13% dos pacientes apresentando toxicidade Grau 3 e 61% apresentando toxicidade Grau 4, e febre granulocitopênica desenvolveu-se em 26%. Três pacientes experienciaram eventos cardiovasculares súbitos enquanto participavam do estudo, incluindo um paciente com infarto do miocárdio não fatal e não-Q, que ocorreu durante uma infusão de taxol, e dois pacientes que tiveram mortes súbitas 9 dias e 30 dias após receber a última dose de taxol, respectivamente. CONCLUSÕES: Na subpopulação de pacientes com câncer de próstata refratário a hormônios e doença bidimensionalmente mensurável, o Taxol nesta dosagem possui apenas atividade menor.
Roth et al. (Sex,) estudaram essa questão.