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O aumento da pesquisa qualitativa em medicina familiar levanta uma demanda por discussões críticas sobre design, métodos e conclusões. Este artigo mostra como as reivindicações científicas por descobertas verdadeiras e neutralidade podem ser avaliadas. Conceitos estabelecidos como validade, confiabilidade, objetividade e generalização não podem ser usados na pesquisa qualitativa. Critérios alternativos para rigor científico, inicialmente introduzidos por Lincoln e Guba, são apresentados: credibilidade, dependabilidade, confirmabilidade e transferibilidade. Esses critérios foram aplicados a um projeto de pesquisa, um estudo qualitativo com entrevistas aprofundadas com pacientes do sexo feminino sofrendo de dor crônica no sistema locomotor. Os dados das entrevistas foram analisados com base na teoria fundamentada. Os indicadores propostos para rigor científico mostraram-se úteis quando aplicados ao projeto de pesquisa. Vários exemplos são dados. Dificuldades no uso dos critérios alternativos também são discutidas.
Hamberg et al. (Sáb,) estudaram essa questão.