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ANTECEDENTES: Muitos estudos epidemiológicos relatam a razão de chances como uma medida de associação para estudos transversais com desfechos comuns. Nesses casos, as razões de prevalência podem não ser inferidas a partir das razões de chances estimadas. Este artigo revisa os procedimentos mais comumente utilizados para obter razões de prevalência ajustadas e expande a discussão para a análise de estudos transversais agrupados. MÉTODOS: Razões de prevalência (PR) foram estimadas usando modelos logísticos com efeitos aleatórios. Seus intervalos de confiança de 95% foram obtidos utilizando o método delta e bootstrap agrupado. O desempenho dessas abordagens foi avaliado por meio de estudos de simulação. Usando dados de dois estudos com desfechos relacionados à saúde em crianças, discutimos a interpretação das medidas de associação e suas implicações. RESULTADOS: Os resultados da análise de dados destacaram diferenças significativas entre a OR estimada e a PR. Os resultados dos estudos de simulação indicam um desempenho aprimorado do método delta em comparação com o bootstrap quando há um pequeno número de aglomerados. CONCLUSÃO: Recomendamos o uso de modelo logístico com efeitos aleatórios para a análise de dados agrupados. A escolha do método para estimar intervalos de confiança para PR (método delta ou bootstrap) deve ser baseada no desenho do estudo.
Santos et al. (Mon,) estudaram esta questão.
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